quinta-feira, 19 de julho de 2012

A fé cristã

A FÉ CRISTà
I- Definição da Palavra A simples fé implica uma disposição de alma para confiar noutra pessoa. Difere de credulidade, porque aquilo em que a fé tem confiança é verdadeiro de fato, e, ainda que muitas vezes transcenda a nossa razão, não lhe é contrário. A credulidade, porém, alimenta-se de coisas imaginárias, e é cultivada pela simples imaginação. A fé difere da crença porque é uma confiança do coração e não apenas uma aquiescência intelectual. A fé religiosa é uma confiança tão forte em determinada pessoa ou princípio estabelecido, que produz influência na atividade mental e espiritual dos homens, devendo, normalmente, dirigir a sua vida. A fé é uma atitude, e deve ser um impulso. A fé cristã é uma completa confiança em Cristo, pela qual se realiza a união com o Seu Espírito, havendo a vontade de viver a vida que Ele aprovaria. Não é uma aceitação cega e desarrazoada, mas um sentimento baseado nos fatos da Sua vida, da Sua obra, do Seu Poder e da Sua Palavra. A revelação é necessariamente uma antecipação da fé. A fé é descrita como “uma simples mas profunda confiança Naquele que de tal modo falou e viveu na luz, que instintivamente os Seus verdadeiros adoradores obedecem à Sua vontade, estando mesmo às escuras”. A mais simples definição de fé é uma confiança que nasce do coração.

II- A Fé no AT A atitudes para com Deus que no NT a fé nos indica, é largamente designada no AT pela palavra “temor”. O temor está em primeiro lugar que a fé; a reverência em primeiro lugar que a confiança. Mas é perfeitamente claro que a confiança em Deus é princípio essencial no AT, sendo isso particularmente entendido naquela parte do AT, que trata dos princípios que constituem o fundamento das coisas, isto é, nos Salmos e nos Profetas. Não es está longe da verdade, quando se sugere que o “temor do Senhor” contém, pelo menos na sua expressão, o germe da fé no NT. As palavras “confiar” e “confiança” ocorrem muitas vezes; e o mais famoso exemplo está, certamente, na crença de Abraão (Gn 15.6), que nos escritos tanto judaicos como cristãos é considerada como exemplo típico de fé na prática. 

III- A Fé, nos Evangelhos Fé é uma das palavras mais comuns e mais características do NT. A sua significação varia um pouco, mas todas as variedades se aproximam muito. No seu mais simples emprego mostra a confiança de alguém que, diretamente, ou de outra sorte, está em contato com Jesus por meio da palavra proferida, ou da promessa feita. As palavras ou promessas de Jesus estão sempre, ou quase sempre, em determinada relação com a obra e a palavra de Deus. Neste sentido a fé é uma confiança na obra, e na palavra de Deus ou de Cristo. É este o uso comum dos três primeiros Evangelhos (Mt 9.29; 13.58; 15.28; Mc 5.34-36; 9.23; Lc 17.5,6). Esta fé, pelo menos naquele tempo, implicava nos discípulos a confiança de que haviam de realizar a obra para a qual Cristo lhes deu poder; é a fé que opera maravilhas. Na passagem de Mc 11.22-24 a fé em Deus é a designada. Mas a fé tem, no NT, uma significação muito mais larga e mais importante, um sentido que, na realidade, não está fora dos três primeiros Evangelhos (Mt 9.2; Lc 7.50): é a fé salvadora que significa salvação. Mas esta idéia geralmente sobressai no quarto evangelho, embora seja admirável que o nome “fé” não se veja em parte alguma deste livro, sendo muito comum o verbo “crer”. Neste Evangelho acha-se representada a fé, como gerada em nós pela obra de Deus (Jo 6.44), como sendo uma determinada confiança na obra e poder de Jesus Cristo, e também um instrumento que, operando em nossos corações, nos leva para a vida e para a luz (Jo 3.15-18; 4.41-53; 19.35; 20.31, etc). Em cada um dos evangelhos, Jesus proclama-Se a Si mesmo Salvador, e requer a nossa fé, como uma atitude mental que devemos possuir, como instrumento que devemos usar, e por meio do qual possamos alcançar a salvação que Ele nos oferece. A tese é mais clara em João do que nos evangelhos sinóticos, mas é bastante clara no último (Mt 18.6; Lc 8.12; 22.32). 

IV- A Fé, nas Cartas de Paulo Nós somos justificados, considerados justos, simplesmente pelos merecimentos de Jesus Cristo. As obras não tem valor, são obras de filhos rebeldes. A fé não é uma causa, mas tão somente o instrumento, a estendida mão, com a qual nos apropriamos do dom da justificação, que Jesus pelos méritos expiatórios, está habilitado a oferecer-nos. Este é o ensino da epístola aos Romanos (3 a 8), e o da epístola aos Gálatas. Nos realmente estamos sendo justificados, somos santificados ela constante operação e influência do Santo Espírito de Deus, esse grande dom concedido à igreja e a nós pelo Pai por meio de Jesus. E ainda nesta consideração a fé tem uma função a desempenhar, a de meio pelo qual nos submetemos à operação do E. Santo (Ef 3.16-19). 

V- Fé e Obras Tem-se afirmado que há contradição entre Paulo e Tiago, com respeito ao lugar que a fé e as obras geralmente tomam, e especialmente em relação a Abraão (Rm 4.2; Tg 2.21). Fazendo uma comparação cuidadosa entre os dois autores, acharemos depressa que Tiago, pela palavra fé, quer significar uma estéril e especulativa crença, uma simples ortodoxia, sem sinal de vida espiritual. E pelas obras quer ele dizer as que são provenientes da fé. Nós já vimos o que Paulo ensina a respeito sa fé. É ela a obra e dom de Deus na sua origem, e não meramente na cabeça; é uma profunda convicção de que são verdadeiras as promessas de Deus em Cristo, por uma inteira confiança Nele; e deste modo a fé é uma fonte natural e certa de obras, porque se trata duma fé viva, uma fé que atua pelo amor (Gl 5.6). Paulo condena aquelas obras que, sem fé, reclamam mérito para si próprias; ao passo que Tiago recomenda aquelas obras que são a conseqüência da fé e justificação, que são, na verdade, uma prova de justificação. Tiago condena uma fé morta; Paulo louva uma fé viva. Não há pois, contradição. A fé viva, a fé que justifica e que se manifesta por meio daquelas boas obras, agradáveis a Deus, pode ser conhecida naquela frase já citada: “a fé que atua pelo amor”. 

fonte: Dicionário Bíblico Universal www.universidadedabiblia.com.br/fe

domingo, 8 de julho de 2012

Interpretação bíblica


Os 10 Princípios Básicos 
da interpretação da bíblica:
 Eis aqui os dez princípios que devem ser seguidos por quem deseja interpretar corretamente a Bíblia:

1° – denomina-se princípio da unidade escriturística. Sob a inspiração divina a Bíblia ensina apenas uma teologia. Não pode haver diferença doutrinária entre um livro e outro da Bíblia.
2° – Deixe a Bíblia interpretar a própria Bíblia. Este princípio vem da Reforma Protestante.
3° – Jamais esquecer a Regra Áurea da Interpretação, chamada por Orígenes de Analogia da Fé. O texto deve ser interpretado através do conjunto das Escrituras e nunca através de textos isolados.
4° – Sempre ter em vista o contexto. Ler o que está antes e o que vem depois para concluir aquilo que o autor tinha em mente.
5° – Primeiro procura-se o sentido literal, a menos que as evidências demonstrem que este é figurado.
6° – Ler o texto em todas as traduções possíveis – antigas e modernas.
Muitas vezes uma destas traduções nos traz luz sobre o que o autor queria dizer.
7° – Apenas um sentido deve ser procurado em cada texto.
8° – O trabalho de interpretação é científico, por isso deve ser feito com isenção de ânimo e desprendido de qualquer preconceito. (o que poderíamos chamar de “achismos”).
9° – Aprender a ler cuidadosamente o texto e fazer algumas perguntas relacionadas com a passagem para chegar a conclusões circunstanciais. Por exemplo:
a) – Quem escreveu?
b) – Qual o tempo e o lugar em que escreveu?
c) – Por que escreveu?
d) – A quem se dirigia o escritor?
e) – O que o autor queria dizer
 10° – Feita a exegese, se o resultado obtido contrariar os princípios fundamentais da Bíblia, ele deve ser colocado de lado e o trabalho exegético recomeçado novamente.

Nota:
Definição de Exegese: Guiar para fora dos pensamentos que o escritor tinha quando escreveu um dado documento, isto é, literalmente significa “tirar de dentro para fora”, interpretar.

domingo, 24 de junho de 2012

A terra parou?


O DIA EM QUE A TERRA PAROU
 "... E o Sol se deteve, a lua parou... O Sol, pois, se deteve no meio do céu, e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro...E não houve dia semelhante a esse, nem antes nem depois dele..."(Josué 10:13)

Você acreditaria se alguém dissesse que a Terra ficou parada em seu movimento de rotação por quase 12 horas? Parece inacreditável, não é mesmo? Um fenômeno destes colocaria todo o Sistema Solar em Caos, pois com a suspensão da rotação terrestre, todo o equilíbrio gravitacional dos demais planetas seria afetado. Pois bem, por mais incrível que possa parecer, este fenômeno astronômico sem precedentes já ocorreu.

De acordo com o que diz o texto Bíblico, não foi só o Sol que parou, mas sim todo o Universo!

A explicação está na crença antiga de que a Terra era o Centro do Sistema Solar (Geocentrismo). Por isto, o texto menciona a parada do Sol e da lua.

Após o surgimento do heliocentrismo (O Sol como o centro do Sistema Planetário), estudiosos concluíram que este evento não poderia ter ocorrido e que tal registro Bíblico seria uma lenda. Milhares de anos se passaram, até que os cientistas pudessem desvendar mais este mistério. Na década de 60, quando o Estados Unidos pretendiam colocar um homem em órbita terrestre, o assunto veio novamente à tona. Céticos como sempre, os cientistas já haviam esquecido o relato de Josué e "esta história absurda de um Deus que faz a Terra parar"... Mas afim de que nada pudesse falhar na corrida espacial, astrônomos precisaram calcular todo o movimento planetário. Órbitas da Terra, Lua, etc... 

Um erro nestes cálculos, e os astronautas ficariam perdidos no espaço por toda a eternidade... E foi justamente durante a realização destas pesquisas, que o assunto voltou a ser discutido.

Os mais avançados Computadores de então, baseado no Goddard Space Flight Center da NASA (Greenbelt, Md) iniciaram o trabalho árduo de recalcular as órbitas planetárias. Entretanto, algo que nenhum cientistas esperava aconteceu: Em todos os cálculos realizados havia um erro de aproximadamente 12 horas e 20 minutos. Ou seja, este tempo estava "faltando" no cronograma universal!

Analistas de sistemas foram consultados, programas de informática revisados, cálculos revistos, porém o problema persistia. Uma equipe da IBM foi chamada para descobrir possíveis defeitos no computador, mas nada foi detectado. A preocupação com a ida de Yuri Gágarin ao espaço aumentou ainda mais a pressão do governo norte-americano sobre o cientistas espaciais: Custasse o que custasse, mas a falha precisava ser descoberta.

Para piorar a situação, Kennedy não queria mais um homem simplesmente no espaço, mas sim na Lua !

Um dos astrônomos da equipe ( Harold Hill - ele relata o fato em seu livro "How to Live like a King`s Kid) lembrou-se de que na sua infância havia ouvido contar uma história desta na Escola Bíblica de uma igreja que freqüentava com sua avô. O fato foi levado aos demais cientistas, que a princípio acharam um absurdo. Porém, qual melhor explicação sobre o assunto do que o relato do Velho Testamento?

O problema estava quase solucionado, mas ainda faltavam 40 minutos!
Um segundo problema surgia (relatado no Swedish Goteborgs Tidningen de 5 de Março de 1981) . Cientistas da Universidade de Estocolmo descobriram que a inclinação da Terra sofreu uma mudança brusca no dia 3 de Maio de 1371 A. C. Mesmo recusando-se à aceitar a explicação Bíblica, não houve outra solução à não ser continuar as pesquisas sobre relatos históricos que pudessem comprovar a ausência deste tempo na história do Universo.

Em Isaías 38: vs. 8 encontraram: "Eis que farei voltar atrás dez graus a sombra do relógio de Acaz...". Nos tempos antigos eram usados relógios solares que mostravam as horas pela projeção da sombra sobre um haste. Estes relógios possuíam um semicírculo de 180° destinados às 12 horas de exposição ao Sol. Cada hora era equivalente a 15°, assim 10 ° seriam o mesmo que 40 minutos - Justamente o tempo que faltava ao fenômeno assistido por Josué para completar as 12 horas que milhares de anos depois os computadores da NASA descobriram estarem faltando!

Há vários relatos bíblicos sobre este fenômeno: 
E o sol se deteve, e a lua parou, até que o povo se vingou de seus inimigos. Isto não está escrito no livro de Jasher? O sol, pois, se deteve no meio do céu, e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro Josué 10:13

O sol e a lua pararam nas suas moradas; andaram à luz das tuas flechas, ao resplendor do relâmpago da tua lança. Habacuque 3:11 

O que fala ao sol, e ele não nasce, e sela as estrelas. Jó 9:7
(Profecia e reconhecimento do poder de Deus, pois a época de Jó é anterior a de Josué).

O grande problema é que o Dia de Josué derruba a teoria do heliocentrismo e reforça o geocentrismo. Biblicamente toda a escritura é inspirada Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra. II Timótio 3:16-17

Um "longo dia" para Josué significou que em outras partes do mundo existiram "longas tardes", "longas noites", "longos crepúsculos"... Os hieróglifos do Egito registram "um dia de confusão no movimento dos astros", Os registros chineses dão conta que no tempo do 7º Imperador o Sol parou no horizonte ao entardecer e não quis permitir a chegada da noite, Na América do Norte tribos como os Ojibaways, wyandot, Omahas, Dogrib possuem relatos que confirmam tanto o dia de Josué como o milagre de Ezequias. Os anais de Chauhtitlan dos índios mexicanos registram uma longa noite. No Peru, Montesinos acusou Yupanqui Pachacuti II de ser o culpado pela "grande noite" em virtudes dos seus pecados...

Deus Criador, pelo seu poder, em um única e exclusiva oportunidade, fez com que Todo o Universo parasse por 11 horas e 40 minutos e depois, para um reequilíbrio, girasse em sentido oposto durante 40 pequenos minutos. Tudo isto, para mostrar que acima das leis físicas que regem o Universo, existe um Ser que Criou e coordenas estas leis. Milagres como estes são difíceis de ser aceitos, mas até mesmo o mais cético dos cientistas teve que acatar a veracidade dos fatos. Segundo o que nos diz o texto bíblico, outro dia como este nunca existiu antes e nem haverá depois. Foi um fenômeno Único.

Entretanto, Deus continua o mesmo. Não mudou. Continua fazendo com que coisas "impossíveis" aos homens, continuem acontecendo. Afinal, Ele é o Senhor dos Impossíveis.

fonte:http://www1.uol.com.br/biblia/revista/edicao10/parou.htm

Criação


O Pássaro E A Oração
Você já viu um passarinho dormindo num galho ou num fio, sem cair? Como é que ele consegue isso? Se a gente tentasse dormir assim iríamos cair e quebrar o pescoço.
O segredo está nos tendões das pernas do passarinho. Eles são construídos de forma que, quando o joelho está dobrado, o pezinho segura firmemente qualquer coisa. Os pés não irão soltar aquela coisa até que ele desdobra o joelho para voar. 
O joelho dobrado é o que dá ao passarinho a força de segurar qualquer coisa.

É uma maravilha, não é? Que desenho incrível que o Criador fez para segurar o passarinho. Mas, não é tão diferente de nós. Quando nosso “galho” na vida fica precário, quando tudo é ameaçado de cair, a maior segurança, a maior estabilidade nos vem de um joelho dobrado - dobrado em oração.
Salmo 34:15-18
15  Os olhos do SENHOR estão sobre os justos, 
e os seus ouvidos atentos ao seu clamor.
16  A face do SENHOR está contra os que fazem o mal, 
para desarraigar da terra a memória deles.
17  Os justos clamam, e o SENHOR os ouve, 
e os livra de todas as suas angústias.
18  Perto está o SENHOR dos que têm o coração
 quebrantado, e salva os contritos de espírito.


- Harvest Field of the Dakotas, Jack Outhier